sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Atenção! Dia 12 de março palestra gratuita: Asma e Rinite - Asma na infância com Dr. Bernardo Kiertsman das 10:00hs ao 12:00hs no Circulo Militar de São Paulo.

 

O que é ASMA


Nós sabemos que a asma é uma doença inflamatória dos brônquios e esta inflamação diminui o diâmetro da via aérea, dificultando a passagem do ar. Os sintomas são: tosse, falta de ar, chiado e aperto no peito.
A Organização Mundial de Saúde avalia que aproximadamente 100 a 150 milhões de pessoas no mundo têm asma e este número vem aumentando. A asma é um problema de saúde pública em paises desenvolvidos e em desenvolvimento. Ocorre em todas as idades e todas as raças, entretanto é mais comum na infância. É a doença crônica que mais causa falta escolar.
Vários são os fatores desencadeantes: Alérgicos (poeira domiciliar, ácaros, fungos, polens, pêlo e saliva de animais); Infecção respiratória viral (resfriados comuns); Irritantes (fumaça  em geral e principalmente de cigarro, poluição do ar, aerossóis etc.); Variação climática como exposição ao frio; Alteração emocional; Medicamentos (aspirina, anti-inflamatório não hormonal, beta-bloqueadores); e exercícios. Alguns pacientes asmáticos podem apresentar história familiar de asma e ou rinite.
            A asma é uma doença crônica e não tem cura, mas atualmente, com o maior conhecimento da doença e o desenvolvimento de novos medicamentos, temos condições de controlá-la quase que na totalidade dos casos, através de um tratamento preventivo adequado, orientado pelo médico: boa higiene do ambiente físico, fisioterapia, uso adequado de medicamentos antiinflamatórios e/ou broncodilatadores, etc., proporcionando assim uma adequada qualidade de vida.
            O  tratamento da asma é um programa de parceria do médico e o paciente e, ou seus familiares. Orientar o paciente e, ou seus familiares a identificar e evitar os fatores agravantes e desencadeantes especialmente no ambiente domiciliar. Educar e orientar o paciente e, ou seus familiares sobre sua doença para que possa entender o processo de inflamação e a broncoconstrição (estreitamento do brônquico), diferenciando os dois tipos de medicamento. Os de alívio imediato que são os brocodilatadores, os que agem na inflamação e os antiinflamatórios inalatórios para tratamento  de manutenção. Ensinar o paciente a usar adequadamente a medicação.
            O objetivo do tratamento profilático é fazer com que as crises diminuam em número, espaçando o período entre elas, diminuindo sua intensidade, maior facilidade de reversão e, com o passar do tempo, principalmente nas crianças, rareando em número, até como em muitos casos, desaparecerem.

Dr. Bernardo Kiertsman

Diretor do Departamento de Pediatria – ABRA / SP

Chefe do Serviço de Pneumologia Pediátrica
FCM da Santa Casa SP

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

ASMA EM SITUAÇÕES ESPECIAIS: BEBES E CRIANÇAS

          “Bebes chiadores” é a classificação dada freqüentemente a bebes e crianças com manifestações de asma.
A pequena dimensão das vias aéreas predispõe à obstrução principalmente após uma infecção respiratória.
As crianças são mais susceptíveis também a desenvolver episódios de chiado não associados a resfriados. Os dois fatores de risco mais comuns nesses casos são as mães que sofrem de asma e as mães fumantes.
As complicações agudas podem ser problemáticas em bebes e crianças, pois é sempre difícil determinar a gravidade da obstrução das vias aéreas.
Bebes e crianças com obstruções importantes das vias aéreas podem apresentar chiados curto e fraco, alimentar-se dificilmente e ser menos ativas. Em casos mais graves apresentam pouco chiado, sonolência e batimentos lentos do coração. Nesses casos necessitam de socorro imediato.
É importante lembrar que sintomas respiratórios crônicos na infância podem ser causadas por outras doenças.
O controle da asma na infância é a forma mais correta de prevenir o desenvolvimento de um quadro asmático mais sério e prevenir também alterações irreversíveis nas vias aéreas.
Bebes com problemas pulmonares e dificuldades no crescimento devem ser monitorados cuidadosamente.


Prof°.  Dr°. Luzimar Teixeira
Universidade de São Paulo – USP
Instituto Punin de Informação e Referência em Asma - INSPIRA

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Câncer de pele é o mais prevalente no Brasil; saiba como se proteger

Do UOL Ciência e Saúde
Em São Paulo
O câncer de pele é o tipo mais comum de câncer no Brasil, para homens e mulheres. Por sua localização, o país conta com altos índices de raios ultravioleta (UV) e, apesar disso, a população nem sempre segue à risca as recomendações para se proteger do sol corretamente.
“Estima-se que houve 120 mil casos de câncer de pele no país em 2010”, afirma o médico Dolival Lobão, chefe da seção de dermatologia do Inca (Instituto Nacional de Câncer). A maior parte deles (cerca de 115 mil) refere-se ao câncer não melanoma, que possui letalidade bem menor que o tipo melanoma.
Os grupos de maior risco são aqueles que possuem pele clara, sardas, cabelos claros ou ruivos e olhos claros. Tanto que a Região Sul é a que tem maior prevalência de câncer de pele no país. Também estão mais predispostos os indivíduos com histórico da doença na família, além daqueles que já sofreram queimaduras solares, têm dificuldade de se bronzear e apresentam pintas.
Lobão esclarece que o melanoma costuma se caracterizar por pintas escuras, com bordas irregulares, que mudam de cor ou têm o tamanho aumentado. Já o câncer não melanoma é caracterizado por manchas ou feridas que não cicatrizam e costumam sangrar com facilidade. Além de procurar o médico sempre que desconfiar de algo, vale a pena consultar o dermatologista com regularidade para uma avaliação, já que nem sempre conseguimos observar todas as partes do corpo.
Protetor solar
O médico explica que evitar o sol entre 10h e 16h é importante para evitar os raios UVB, associados ao câncer de pele. Mas ele alerta que os raios UVA, que têm a mesma intensidade o dia inteiro, são coadjuvantes dos raios UVB e provocam o envelhecimento da pele. Evitar a exposição somente na hora do almoço, portanto, não basta. “Não existe bronzeamento saudável”, enfatiza.
Além do uso de roupas, chapéu com abas largas e óculos (que protegem os olhos da catarata), é preciso prestar atenção ao uso correto do protetor solar. Um estudo realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) em 2009 indica que a população só usa metade da quantidade ideal do produto, o que significa que o fator de proteção solar (FPS) real também fica 50% menor.
A recomendação é que se use 2 mg de protetor por cm².  Para facilitar, alguns especialistas falam em 5 colheres de chá para o corpo todo (meia colher só para o rosto). É importante aplicar o protetor meia hora antes de se expor ao sol e reaplicar a cada duas horas, ou depois de mergulhar na água ou suar excessivamente. E não se esqueça de pés, mãos, costas, orelhas e pescoço.

Site: UOL
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2011/02/04/cancer-de-pele-e-o-mais-prevalente-no-brasil-saiba-como-se-proteger.jhtm

05 de fevereiro de 2011 Palestra: A importância da aderência ao tratamento no controle da asma no Circulo Militar Sp

Neste sábado 05/02/2011 das 10:00hs ao 12:00hs acompanhem a palestra sobre A importância da aderência ao tratamento no controle da asma no Circulo Militar em São Paulo.

O que é aderência ao tratamento?
 “Obediência  participativa, ativa do paciente à prescrição médica.”

Dados sobre aderência ao tratamento em geral:

De uma maneira geral, nos idosos, a melhor aderênciaao tratamento diminui em 20% as hospitalizações.  (Balkrishnan R. Clin Therap, 2000)

Estima-se que 20 a 40% dos pacientes não usam todos os medicamentos receitados.
No Brasil, a média de aderência à prescrição médica é  de 52%            
(Fritscher e Chatkin. J Brasil. de Pneum. 2006).

Quais fatores interferem na aderência ao tratamento da asma?             
Falta de informação;  gravidade     subestimada, Posologia; relação médico-paciente
c)         Aspectos culturais; efeitos colaterais
d)         Tipo de inalador; custo

Quais as consequências da falta de aderência?
a) Maior número de exacerbações
            b) Mais visitas a emergências e/ou   hospitalizações
            c) Diminuição da qualidade de vida
            d) Aumento nos gastos do sistema de saúde

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

COMO IDENTIFICAR OS FATORES QUE CAUSAM SINTOMAS E COMO EVITÁ-LOS? PARTE II


Fatores alérgicos, quando a pessoa é sensível (tem alergia) ao pó, mofo, pêlos, penas, alguns tipos de alimentos, substâncias corantes ou conservantes usados nos alimentos industrializados e em bebidas.
Muitas pessoas gostam de alimentos industrializados que contém aditivos químicos, tais como aromatizantes, flavorizantes e corantes. Estas substâncias também podem desencadear a crise de asma e não trazem vantagens à saúde. Sempre que for consumir algum produto industrializado, comida ou bebida, leia sua composição. É sempre preferível uma fruta a um pacote de salgadinhos, um copo de suco natural, feito na hora, a um refrigerante.
Fatores irritantes são substâncias que causam irritação nos brônquios com os perfumes, fumaça de cigarro, poluição atmosférica, produtos de limpeza, tintas inseticidas e sprays.
Faça uma avaliação dos produtos usados na higiene pessoal e na limpeza da sua casa. Aqueles que podem causar algum tipo de irritação devem ser eliminados. Há produtos sem cheiros e portanto, menos irritantes para serem usados. Lembre-se que a fumaça do cigarro espalha-se rapidamente. Não fume, ou deixe que fumem dentro da sua casa. Não exponha o asmático à fumaça do cigarro, seja em casa, no carro ou em outros ambientes fechados, como restaurantes.


Prof°.  Dr°. Luzimar Teixeira
Universidade de São Paulo – USP
Instituto Punin de Informação e Referência em Asma - INSPIRA

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

QUAIS SÃO AS CAUSAS MAIS COMUNS DE ASMA? (PRINCIPAIS ALÉRGENOS PROVOCADORES DE CRISES ASMÁTICAS)


           A asma pode ser causada por vários fatores. A alergia é uma causa freqüente, como por exemplo, a alergia à poeira e ácaro, pêlos de animais, restos de insetos, mofos e polens. A poeira é o alérgeno mais importante para o aparelho respiratório. Os ácaros são seres microscópios que habitam o pó domestico e se alimentam de descamação da pele humana e dos animais. A pessoa pode ser alérgica ao ácaro vivo, morto ou às suas fezes. Os ácaros são responsáveis por 90% de todas as manifestações de alergia respiratória no Brasil. A alergia respiratória acontece devido a um fator genético, ou seja, é hereditária, não sendo obrigatório que se manifeste sempre, podendo aparecer em gerações diferentes e em qualquer idade.
Nas crianças pequenas, até três anos de idade, as infecções virais de vias aéreas superiores (resfriados, gripes e infecções de garganta) são os fatores desencadeantes mais freqüentes. E não há como impedir que a criança contraia gripes. Antibióticos não oferecem proteção e não há vacina eficaz frente ao grande número de vírus que a criança pode entrar em contato. Nestes casos, a inflamação que acompanha a infecção é responsável pelo quadro de chiado.
A alergia tem um papel importante na criança maior. Entre alérgenos mais comuns podemos citar: o pó doméstico (ácaros), fungos (bolor), penas, pelos e descamações de animais de estimação, piretro (substância contida em inseticidas e ceras), lã, paina, capim e pólen de plantas.
As substâncias irritantes de vias aéreas também são nocivas: poluição, fumaça desinfetantes, perfumes, produtos de limpeza e em especial a fumaça de cigarro.
Fatores emocionais  podem agir como desencadeadores ou agravantes dos sintomas. É comum os pais referirem que seus filhos pioram em épocas de provas, situações de estresse e problemas familiares.
Certos alimentos, principalmente os industrializados que contêm corantes e conservantes, medicamentos (ácido acetilsalício e os antiinflamatórios não esteróides) também podem ocasionar sintomas.
A mudança brusca de temperatura (mudança de tempo, friagem e ingestão de alimentos gelados) são freqüentemente relacionados no início de uma crise.
Eventualmente, não conseguimos identificar qualquer fator desencadeante por mais que procuremos. Dizemos que as crises são desencadeadas por causa desconhecida.
Em resumo, podemos dizer que são muitos os agentes desencadeadores de crise asmática e que a criança pode ser sensível à vários agentes ao mesmo tempo, tanto agora como no futuro. Portanto, ela não deve ser exposta a substâncias potencialmente alergênicas desnecessariamente. É interessante lembrar que fatores não alérgicos também desencadeiam crise em crianças portadoras de "asma alérgica". Muitos pais, ansiosos em prevenir uma crise em seu filho, procuram um fator desencadeante único ou uma alergia específica, de modo que, afastado tal agente resolveriam o problema de seu filho. No entanto, isto raramente é verdadeiro.
Assim, sempre que estiver em crise ou tossindo, relembre o que fez, as substâncias que entrou em contato e as coisas que aconteceram naquele dia ou na véspera. Anote o que acha que poderia ter causado os sintomas, leve ao médico para que juntos possam identificar os desencadeadores de sua crise. É importante procurar conhece-los e, se possível afasta-los, para controlar a asma.

Mas lembre-se, as causas variam para cada pessoa e para cada crise.




Prof°.  Dr°. Luzimar Teixeira
Universidade de São Paulo – USP
Instituto Punin de Informação e Referência em Asma - INSPIRA

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

EU TENHO ASMA?


          Asma manifesta-se de diferentes maneiras. As crises fortes, que são facilmente conhecidas pelos sintomas intensos de chiados no peito e cansaço com interferência nas atividades normais diárias. As crises leves com sintomas leves e discretos que podem até passar desapercebidos.Surgem de vez em quando e em alguns casos uma tosse é o único sintoma. Em outros casos os sintomas são mais graves sendo necessário o tratamento em hospitais.
Para o reconhecimento da asma é necessário conhecer suas diferentes manifestações:
Na asma leve os sintomas são discretos e esporádicos, não há sintomas entre as crises, não prejudica o sono, não atrapalha as atividades físicas, não provoca falta as aulas ou ao trabalho.
Na asma moderada os sintomas já são mais significativas, há cansaço, chiado e tosse, aparecem sintomas noturnos e prejudica o sono, atrapalha as atividades diárias (estudo, trabalho, esportes).
Na asma forte os sintomas são intensos e até diários, o sono é muito prejudicado, há  muita interferência na vida escolar e profissional, as atividades físicas são limitadas.
Geralmente a crise de asma surge depois de alguns sintomas e sinais sutis. Os sinais de alerta mais comuns são: tosse seca persistente (principalmente à noite), cansaço físico, sensação de aperto ou dor no peito, respiração mais rápida, lacrimejamento ou coceira nos olhos, coceira na garganta ou garganta “arranhando”, crise de espirro, nariz escorrendo ou entupido, dor de cabeça, febre, olheiras e mudança da cor da pele.
Essas são algumas dicas, mas para saber com segurança se você tem asma procure um médico.


Prof°.  Dr°. Luzimar Teixeira
Universidade de São Paulo – USP
Instituto Punin de Informação e Referência em Asma - INSPIRA